Saúde e bem-estar em cada fase da vida

(11) 94332-2273

DISPOSITIVO DE
MARCHA

DISPOSITIVO DE
MARCHA

Prevenção de quedas usando dispositivos de marcha

Por Dra. Joyce Bordoni
Dispositivos de marcha
Dispositivos de marcha

Segurança, independência e prevenção de quedas

O uso de dispositivos de marcha — como bengalas e andadores — pode representar um divisor de águas na vida do idoso, trazendo mais segurança, estabilidade e autonomia.

No entanto, sua indicação deve ser sempre individualizada, avaliada por profissionais
capacitados, e livre de preconceitos.

Quedas em idosos são frequentes e podem causar sérias consequências, mas muitas delas podem ser prevenidas com medidas simples, como o uso correto de um dispositivo de apoio à
marcha.

O que são dispositivos de marcha?

Dispositivos de marcha são auxiliares mecânicos que proporcionam apoio físico adicional, ajudam a redistribuir o peso corporal e melhoram o equilíbrio. Os mais comuns são:

Bengala (simples ou de 3/4 pontas)

Indicada em casos de leve instabilidade, dor em um dos membros inferiores ou para dar apoio unilateral

Andador fixo ou articulado

Recomendado para idosos com maior comprometimento do equilíbrio, fraqueza muscular ou que necessitam de apoio bilateral.

Andador com rodas (rollator)

Mais leve e com maior mobilidade, indicado para idosos com capacidade de coordenação preservada e que conseguem controlar a velocidade.

Muletas (menos comuns em idosos)

Podem ser usadas temporariamente em situações pós-operatórias ou de lesão unilateral, com avaliação adequada

A importância da avaliação com fisioterapeuta

O uso do dispositivo correto exige avaliação especializada.
O fisioterapeuta, em conjunto com o geriatra, avalia a marcha, equilíbrio, força muscular e necessidades funcionais do idoso para indicar:

• O tipo ideal de dispositivo
• O tamanho correto (ajuste de altura)
• O lado de apoio adequado
• A forma certa de usar (em diferentes terrenos,
ambientes e situações)

Além disso, o fisioterapeuta ensina o idoso a utilizar o dispositivo com
segurança, evitando riscos de uso incorreto, tropeços ou quedas.

Não compre por conta própria

Muitas vezes, familiares compram bengalas ou andadores sem orientação profissional, por impulso ou “precaução”. Isso pode ser prejudicial, pois:

• Um dispositivo inadequado pode piorar o equilíbrio
• O uso incorreto pode causar quedas
• O idoso pode recusar o uso por desconforto ou dificuldade

A indicação deve ser clínica e personalizada. Sempre consulte o geriatra e o fisioterapeuta antes da aquisição.

Quebrando o estigma

dispositivo não é sinal de fraqueza, é sinal de cuidado

Ainda existe muito preconceito em relação ao uso de dispositivos de marcha. Muitos idosos resistem por medo de parecer frágeis ou “doentes”. No entanto:

• O dispositivo é um recurso de segurança, não de limitação
• Seu uso pode evitar quedas, fraturas e hospitalizações
• Ao contrário do que se pensa, ele preserva a autonomia, ao
permitir que o idoso se movimente com mais confiança

Usar o dispositivo após indicação médica é um ato de
autocuidado e  responsabilidade. E ele deve ser utilizado em todos os ambientes, inclusive dentro de casa.

FALA DA

DRA.
JOYCE:

Conclusão:

O dispositivo de marcha certo, usado corretamente, pode prevenir quedas, preservar a
mobilidade e melhorar a qualidade de vida do idoso.

O segredo está na escolha adequada, na orientação profissional e no uso contínuo, sem medo
ou preconceito.

Dra. Joyce Bordoni — Médica Pós Graduada em Geriatra

O uso de dispositivos de marcha deve ser orientado com responsabilidade e empatia.
Após a avaliação adequada, eles se tornam aliados fundamentais na prevenção de quedas e na promoção da independência do idoso.  Agende sua consulta para uma orientação personalizada.